Desde seu apertado reconhecimento no Senado, Hegseth tinha acumulado um certo nível de unidade entre os republicanos. Contudo, essa coesão está começando a se desfazer, principalmente com a pressão crescente de Trump, que tem insistido em um orçamento robusto para fortalecer as capacidades militares dos Estados Unidos. Apesar das visitas frequentes de Hegseth ao Capitólio e da busca por apoio, a proposta de orçamento não conseguiu avançar antes do recesso de verão, refletindo uma falta de consenso entre os membros do partido.
Alguns senadores, como Susan Collins e Mitch McConnell, expressaram preocupações sobre o aumento do poder da Casa Branca, questionando a necessidade de assumir riscos políticos à véspera das eleições de meio de mandato. Essa resistência interna destaca as dificuldades enfrentadas pelo governo, que depende de mecanismos de reconciliação para evitar a necessidade de apoio dos democratas na aprovação do orçamento, algo que muitos consideram inviável.
Além disso, o Pentágono já conseguiu vitórias financeiras significativas, inclusive um acréscimo de US$ 150 bilhões por meio de uma legislação anterior. No entanto, ainda há uma demanda por mais fundos, incluindo um pedido de US$ 60 bilhões relacionado à situação no Irã, que também enfrenta resistência no Senado. A falta de transparência sobre os gastos e as operações militares em andamento causam preocupações entre os legisladores, complicando ainda mais a defesa da proposta.
Com as tensões crescendo internamente e a necessidade de um plano viável, Hegseth se encontra em uma posição delicada. O futuro do seu ambicioso orçamento de defesa permanece incerto, e analistas políticos afirmam que será fundamental que suas propostas sejam acompanhadas de informações detalhadas para que o Congresso considere sua viabilidade.




