Alckmin destacou que, apesar das pressões impostas por tarifas mais elevadas, especialmente vindas dos Estados Unidos, o Brasil continua comprometido em utilizar os canais diplomáticos e comerciais para proteger a competitividade de seus setores produtivos. Ele observou com preocupação as barreiras tarifárias que impactam particularmente o setor de máquinas e equipamentos, enfatizando que o país não pretende abandonar as negociações internacionais. “Não vamos sair da mesa de negociação”, afirmou.
O vice-presidente também chamou atenção para a assimetria no comércio, mencionando que os produtos norte-americanos entram no Brasil com tarifas médias de apenas 3,1%. “Dos dez produtos que eles mais exportam para nós, sete não têm tarifas”, disse. Essa condição desvantajosa acarreta um impacto significativo sobre as exportações brasileiras, com até 15% dessa receita correspondendo a 5 a 7 bilhões de dólares anuais, volume que está sendo severamente afetado pelas tarifas americanas.
Durante o evento, a senadora Tereza Cristina, também presente, reforçou a urgência da situação ao mencionar as sobretaxas de 25% que os Estados Unidos aplicaram a diversos produtos, acrescidas de mais 12,5%. Ela destacou que a instabilidade internacional pressiona os custos dos agricultores e defendeu a continuidade das discussões diplomáticas com Washington. “As guerras, especialmente no Oriente Médio, têm exacerbado nossos custos, o que exige um aumento da produção nacional de fertilizantes”, enfatizou.
Por sua vez, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que o papel do Estado deve ser de criar um ambiente favorável aos produtores, buscando diminuir os obstáculos, ampliar os mercados, oferecer crédito competitivo, investir em ciência e tecnologia e aprimorar a regulação. Esse conjunto de ações é apontado como fundamental para garantir a sustentabilidade e o crescimento do setor agrícola brasileiro em tempos de desafios globais.




