Renan Santos lança candidatura presidencial em SP, critica Lula e Flávio Bolsonaro sob forte segurança após ameaça de morte recebida na USP

Neste domingo, Renan Santos, candidato à presidência da República pelo partido Missão, lançou sua campanha em um evento no Largo São Francisco, localizado no centro de São Paulo, em frente à tradicional Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). O ato foi marcado por um forte esquema de segurança, uma vez que Santos se apresentou usando um colete à prova de balas, após receber uma ameaça de morte que, segundo informações, teria origem de um aluno da instituição.

O ex-presidente do Movimento Brasil Livre, que não concluiu o curso de Direito na USP e já tentou sem sucesso a presidência do Centro Acadêmico XI de Agosto, teve ao seu lado figuras políticas de destaque, incluindo o candidato a vice-presidente Aroldo Medina, o deputado federal Kim Kataguiri, a vereadora de São Paulo Amanda Vettorazzo, e o ex-deputado estadual Arthur do Val.

Durante seu discurso, Santos direcionou críticas contundentes tanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também estava lançando sua candidatura à reeleição em um evento no ABC Paulista, quanto ao senador Flávio Bolsonaro. Ele expressou a ambição de ir ao segundo turno contra Lula, em um tom provocativo, insinuando que seria mais vantajoso competir diretamente contra o ex-presidente do que com Flávio Bolsonaro.

Abordando a questão da segurança pública, o novo candidato foi saudado pelo público com o bordão “prendeu, matou”. Ele enfatizou a necessidade de tratar o crime organizado como inimigo do Estado e anunciou planos ousados, como a redução do número de homicídios para menos de 10 mil por ano e a erradicação de territórios dominados por facções até 2030. Santos defendeu intervenções federais e operações de Garantia da Lei e da Ordem, além de sugerir a federalização de casos relacionados a organizações criminosas e a ampliação do confisco de seus bens.

No que tange às suas propostas, Renan apresentou uma série de medidas drásticas, que incluem penas severas para crimes violentos, redução da maioridade penal e o polêmico favor à pena de morte para casos considerados extremos. Em seu discurso econômico, o candidato relacionou sua eventual vitória a reformas na legislação trabalhista e a necessidade de um ajuste fiscal rigoroso, destacando que o país deve aproveitar suas reservas de terras raras como vantagem em negociações internacionais.

Santos ainda fez acusações diretas ao grupo político de Flávio Bolsonaro, sugerindo vínculos com o crime organizado no Rio de Janeiro, e expressou seu desejo de restringir discussões sobre identidade de gênero nas escolas, preferindo que o foco se voltasse a questões mais prementes, como infraestrutura básica.

Com essa oratória forte e controversa, Renan Santos se posiciona como uma figura polarizadora na corrida presidencial de 2026, prometendo uma abordagem firme frente aos desafios do país.

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