Desde o início de 2025, as ameaças de imposição de tarifas de importação por parte do governo dos EUA têm criado um clima de apreensão entre os parceiros comerciais. Para contornar possíveis sobretaxas, a União Europeia tentou mitigar os impactos através de um pacto que prometia investimentos na ordem de 600 bilhões de dólares, porém, mesmo estas medidas não foram suficientes para dissipar a incerteza regulatória que continua a atrapalhar decisões de negócios.
Historicamente, as empresas alemãs costumavam investir cerca de 15,8 bilhões de euros, aproximadamente 95,27 bilhões de reais, no primeiro semestre dos anos anteriores à pandemia de COVID-19. A queda drástica observada em 2026 em comparação aos níveis pré-pandêmicos indica não apenas uma mudança no comportamento dos investidores, mas também as distorções econômicas causadas pela pandemia, que resultaram em anos com saídas líquidas de capital.
De acordo com análises das tendências até 2025, embora os lucros reinvestidos e os empréstimos internos tenham permanecido em níveis elevados, o capital próprio registrado — que se refere a novos investimentos descontadas as liquidações — caiu consideravelmente, sugerindo que as empresas que já operam nos EUA continuam a manter suas atividades e reinvestir, mas sem a confiança necessária para expandir suas operações.
A especialista em economia Samina Sultan destacou que, apesar de o mercado norte-americano ainda apresentar atração, as incertezas políticas e tarifárias têm desencorajado a aplicação de novos capital. Essa hesitação evidencia os temores de que mudanças abruptas nas regras de comércio exterior possam ocorrer, o que deixa as empresas em um estado de espera agonizante, adiando decisões de expansão até que um ambiente regulatório mais estável se estabeleça.
O panorama atual sugere que, apesar de uma relação econômica entre a Alemanha e os Estados Unidos que se mantém robusta, ela está permeada por tensões que podem afetar a dinâmica das relações comerciais nos próximos anos.
