Renan Filho recordou a tentativa recente de aquisição do Banco Master pelo BRB, uma operação que atraiu a atenção da mídia em todo o país. Durante sua exposição, ele ressaltou que a folha salarial da capital alagoana é paga pelo BRB, instigando a plateia a refletir sobre a presença do banco na região. “Quem paga a folha da Prefeitura de Maceió? Banco de Brasília”, indagou, convidando os presentes a ponderar se conheciam alguma agência do BRB em Alagoas.
O senador insistiu na necessidade de esclarecimentos sobre o uso dos recursos públicos aplicados no Banco Master. Segundo ele, indagações sobre a aplicação do dinheiro público não devem ser vistas como ataques políticos, mas sim como uma parte essencial do exercício da democracia e de sua fiscalização. “Por que colocaram o dinheiro no Banco Master? Por que a folha é paga no Banco de Brasília?”, questionou, deixando claro que a transparência é fundamental.
Durante a sua fala, Renan Filho se comprometeu, caso vença nas próximas eleições para o Governo de Alagoas, a evitar que a folha de pagamento do serviço público estadual seja realizada por bancos privados ou instituições sem forte presença no sistema bancário federal. Ele afirma, de maneira enfática: “No meu governo, a folha será paga apenas com o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica Federal”.
Além de suas críticas ao Banco Master, o senador também levantou a questão da intimidação de indivíduos que buscam fazer perguntas sobre o assunto. Ele mencionou casos de pessoas processadas por sua curiosidade e destacou que professores e servidores têm exigido respostas, evidenciadas por manifestações recentes em frente à Polícia Federal. Para Renan, a judicialização dos questionamentos sobre o uso do dinheiro público demonstra uma dificuldade em justificar decisões administrativas, responsabilizando aqueles que optam por atacar os que questionam.
Na conclusão de sua intervenção, Renan Filho ampliou sua perspectiva, defendendo a democracia e a liberdade de expressão. Apesar das falhas que reconhece no sistema democrático, enfatizou que a solução não é silenciar a crítica, mas promover mais espaços para o debate plural. “O remédio é mais democracia e não menos”, afirmou, destacando que o Brasil deve proteger o direito à divergência e à cobrança pública. A sua fala ressoa em um contexto de crescente discussão sobre finanças públicas, atuação bancária e o direito à investigação cívica em Alagoas.
