O avião decolou de Cascavel (PR) com destino a São Paulo e caiu em Vinhedo, próximo à capital paulista, resultando na perda de 62 vidas, incluindo quatro tripulantes e 58 passageiros. As investigações do Cenipa continuarão abordando vários aspectos, como a situação de manutenção da aeronave. Já as investigações sobre responsabilidade civil e criminal serão conduzidas pela Polícia Federal.
Durante uma audiência pública da comissão externa que acompanha as investigações do acidente, o brigadeiro do ar Marcelo Moreno, chefe do Cenipa, destacou que a investigação realizada pelo órgão tem como foco a segurança no transporte aéreo, visando a prevenção de futuros acidentes.
Segundo Moreno, a aeronave estava certificada para voar em condições de formação de gelo, e a tripulação estava devidamente treinada para enfrentar essas condições. O relatório preliminar indicou que o sistema de degelo da aeronave foi acionado três vezes durante o voo, após a detecção de gelo no avião.
Contudo, surgiram questionamentos durante a audiência em relação ao sistema de degelo e à possibilidade de uma falha no seu funcionamento, levantando dúvidas sobre a manutenção da aeronave. O relator da comissão externa, deputado Padovani, também questionou a atitude da tripulação em não declarar emergência diante das condições adversas.
Além disso, uma denúncia anônima encaminhada ao Ministério Público do Paraná acusa a Voepass de operar irregularmente em Cascavel, o que será investigado pela Polícia Federal em relação à responsabilidade criminal. A investigação continua em andamento, e novas informações ainda podem surgir à medida que o caso avança.





