Os autores do estudo destacam que, apesar do enfraquecimento esperado da posição do dólar, ele continuará a ser uma moeda importante nas transações internacionais. A pesquisa sugere que essa transição para um sistema multimonetário será acompanhada por uma regulação monetária e do comércio exterior que permita maior soberania aos países. O relatório também destaca a diminuição da participação do dólar nas reservas globais dos bancos centrais, que caiu de 73% em 2000 para 58% em 2026.
Além disso, o estudo observa que, mesmo que o dólar tenha mantido uma presença significativa nas transações realizadas pelo sistema de pagamentos SWIFT, com cifras variando entre 40% e 50% entre 2012 e 2025, há uma crescente força de instrumentos alternativos de pagamento no cenário internacional. Essa evolução reflete o surgimento de novas dinâmicas econômicas globais e a necessidade de adaptação dos países às mudanças nos mercados financeiros.
O Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, que ocorrerá entre 3 e 6 de junho, servirá como um palco para discussões mais profundas sobre essas questões. Em tempos de crescente multipolaridade e desafios ao multilateralismo, o relatório evidencia o urgente debate sobre o futuro do sistema financeiro global. Nesse novo cenário, a emergência de novas moedas como o yuan chinês pode desempenhar um papel fundamental, desafiando a hegemonia do dólar na economia mundial.
Assim, à medida que se moldam as novas fronteiras da economia global, as nações se veem frente a um momento crucial, onde a adaptação às transformações monetárias será vital para garantir a estabilidade e o crescimento econômico nas próximas décadas.
