Sua travessia, realizada no dia 22 de julho, compreendeu um duro percurso de 42,9 km, que ligam a Inglaterra à França, no Atlântico Norte. Apesar de a distância em linha reta ser de 33 km, as correntes marítimas frequentemente obrigam os nadadores a traçar rotas mais longas, aumentando a dificuldade do desafio. Os nadadores enfrentam não apenas a distância, mas também a temperatura da água, que ronda entre 15ºC e 17ºC, um contraste significativo em relação às temperaturas das piscinas olímpicas, que normalmente variam de 25ºC a 28ºC.
Em um emocionante relato após a travessia, Ana expressou sua felicidade, enfatizando que, embora uma medalha de ouro olímpica seja uma conquista inegavelmente marcante na carreira de um atleta, a realização de um sonho pessoal, como essa travessia, é igualmente significativa. Para ela, esse feito representa um objetivo cumprido que vem desde a infância e é um marco importante na sua trajetória.
A campeã olímpica, que já conquistou o ouro na maratona aquática nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020, agora mira novos objetivos, com o Canal da Mancha se destacando entre suas prioridades após os Jogos Olímpicos de Paris em 2024. Ana se preparou intensamente para este desafio e sua trajetória de preparação incluiu treinos longos e manejo de situações adversas, como a presença de ondas e águas geladas.
Com uma confiança notável em sua equipe, Ana destacou a importância do suporte que recebeu durante a travessia. Essa experiência não só testou suas habilidades físicas, mas também a capacidade de manter a calma e a concentração em meio ao desafio. O sentimento de realização e o orgulho pela conquista são palpáveis, mostrando que o esforço e a determinação valem a pena quando se trata de realizar sonhos pessoais.
