A senadora Damares Alves, do Republicanos, foi uma das vozes mais críticas, enfatizando que a derrota não se restringe ao candidato, mas reflete a ineficácia do governo em suas articulações políticas. Essa posição foi ecoada por outros colegas, como Izalci Lucas, do PL, que não hesitou em celebrar a rejeição, referindo-se a Messias de forma pejorativa como “office boy da Dilma”, aludindo ao seu suposto vínculo com o Partido dos Trabalhadores.
O impacto da votação foi sentido também na Câmara dos Deputados, onde parlamentares destacaram a importância do momento. Alberto Fraga, também do PL, descreveria o dia como “feliz e memorável”, insinuando que a rejeição gerou descontentamento no Palácio da Alvorada, referindo-se a “choro no Planalto”. Bia Kicis, outra figura expressiva do PL, comemorou efusivamente a votação, afirmando que “Lula perdeu a governabilidade” com este revés.
Vale destacar que a rejeição de Jorge Messias representa a primeira vez em 132 anos que uma indicação ao Supremo Tribunal Federal não se concretiza. Este evento histórico lembra o caso de Cândido Barata Ribeiro, cuja indicação foi frustrada em 1894. A resistência enfrentada por Messias não se deu apenas pela oposição na Casa, mas também pelo papel do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que teve um papel destacado na derrota do indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A repercussão desse episódio parece ter unificado a oposição, evidenciando as divisões dentro do Congresso e os desafios que o governo enfrenta para consolidar sua agenda, especialmente em um contexto político cada vez mais polarizado e conturbado.
