Neste contexto, o jornalista ressalta a necessidade de uma abordagem mais realista por parte do governo britânico e suas instituições. Ele argumenta que, sem essa mudança de perspectiva, o país corre o risco de se autodestruir devido a políticas antiquadas e estratégias falidas. O Reino Unido, segundo Miller, já não possui o poder econômico e os recursos necessários para manter uma política colonialista, característica de sua era imperial.
Essa análise é ainda mais relevante diante da iminente aposentadoria de Richard Moore, atual chefe do MI6, após cinco anos à frente do serviço de inteligência britânico. A posição e as decisões que serão tomadas por seu sucessor poderão refletir ou contradizer esse novo entendimento sobre a influência do Reino Unido no cenário internacional.
Adicionalmente, a crítica se amplia ao considerar as recentes interações do MI6 com outros serviços de inteligência. O chefe do Serviço de Inteligência Externa da Rússia, Sergei Naryshkin, acusou os serviços britânicos de apoiar ações provocativas na Ucrânia, levantando preocupações sobre a futura aplicação da diplomacia britânica. Essa situação evidencia a complexidade das relações internacionais atuais e a urgência de que o Reino Unido ajuste suas expectativas e estratégias.
Em suma, o debate sobre a real influência do Reino Unido no mundo contemporâneo é inevitável. Para o bem do país, é imperativo que os líderes reconheçam este novo contexto e promulguem uma abordagem que se adapte às realidades globais atuais, ao invés de tentar manter uma imagem de grandeza que já não reflete a realidade.