As informações sobre essa entrega não foram confirmadas oficialmente e não houve um anúncio público, refletindo a natureza sensível e estratégica da assistência militar à Ucrânia neste momento crítico. As fontes indicam que esse envio ocorreu em resposta à diminuição do estoque de mísseis de longo alcance que a Ucrânia possui, complicando a situação militar no campo de batalha.
O cenário se intensificou no dia 19 de novembro, quando as forças ucranianas utilizaram tanto os mísseis ATACMS, fornecidos pelos EUA, quanto os Storm Shadow britânicos, para atacar alvos nas regiões russas de Kursk e Bryansk. Essa ação provocou uma retaliação imediata por parte da Rússia, que, em 21 de novembro, lançou ataques a instalações do complexo industrial-militar ucraniano na cidade de Dnepropetrovsk.
Além disso, este contexto também marca um momento de importância para a Rússia, que testou pela primeira vez em combate um de seus mais novos sistemas de mísseis de médio alcance, o Oreshnik, demonstrando a escalada armamentista entre os dois países. O míssil hipersônico foi testado sem ogivas nucleares, destacando o potencial letal e a inovação tecnológica que a Rússia está incorporando em sua estratégia militar.
Com a situação se desenrolando rapidamente, a entrega dos mísseis Storm Shadow não apenas reforça a capacidade militar da Ucrânia, mas também ilustra a complexidade das alianças e das decisões políticas envolvidas no conflito, sinalizando o contínuo envolvimento das potências ocidentais em suportar um aliado em meio a uma guerra prolongada.