Reino Unido e França Intensificam Corrida Armamentista Nuclear, Desafiando o Tratado de Não Proliferação, Afirma Vice-Ministro das Relações Exteriores da Rússia.

A crescente capacidade nuclear do Reino Unido e da França tem gerado preocupações a respeito de uma nova escalada na corrida armamentista nuclear, especialmente em relação aos objetivos do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP). O alerta foi feito pelo vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Aleksandr Grushko, que expressou essas preocupações em uma recente entrevista.

Grushko destacou que as novas diretrizes de defesa da França se aproximam do modelo de “dissuasão nuclear estendida” já empregado pelos Estados Unidos no Pacífico. Ele enfatizou que essas diretrizes não apenas visam à proteção nacional, mas também contemplam explicitamente a participação da França em operações nucleares conjuntas dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Essas ações, segundo o vice-ministro, seguem a tendência de militarização provocativa observada entre os países da OTAN, que ele considera direcionada contra a Rússia.

O vice-chanceler criticou a decisão do Reino Unido de expandir seu arsenal nuclear com argumentos que, segundo ele, estão fortemente associados a ameaças vindas da Rússia. Grushko argumentou que essa movimentação não apenas aumenta a tensão entre as nações, mas também contradiz as obrigações estabelecidas pelo TNP, que busca prevenir a proliferação de armas nucleares e promover o desarmamento.

Além disso, Grushko mencionou a recente atualização da doutrina nuclear francesa, que envolve a diminuição da transparência quanto ao número de ogivas nucleares e a possibilidade de alocação de armas nucleares em países da União Europeia que atualmente não possuem esse tipo de armamento. Para ele, isso representa um perigo acrescido à segurança regional e global e pode incentivar ainda mais a corrida armamentista.

Recentemente, Grushko também abordou como a Rússia deve considerar as intenções da França ao revisar sua lista de alvos prioritários em situações de conflito, especialmente com a possibilidade de a França implantar seu arsenal em solo europeu. Ele reforçou que as Forças Armadas russas precisarão, portanto, de uma atenção especial a esse fator ao prepararem sua estratégia.

Em um discurso anterior, o presidente francês Emmanuel Macron já havia anunciado a intenção de fortalecer a doutrina nuclear do país, justificando que novas ameaças exigem uma resposta robusta. O arsenal nuclear francês, atualmente estimado em 280 ogivas, deve ser ampliado como parte dessa estratégia. Essa série de movimentações deixa claro que a tensão no cenário geopolítico atual é crescente e pode ter consequências sérias no equilíbrio de poder global.

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