O colete, que foi usado por Laura Mabel Francatelli, uma sobrevivente da primeira classe do transatlântico, tem uma história marcante. Laura, que era secretária do escocês Sir Cosmo Duff-Gordon, ficou presa na tragédia que se tornou um dos episódios mais emblemáticos da história marítima. O item raro foi autografado por Laura e por outros sete sobreviventes que se encontravam no mesmo bote salva-vidas. Laura viveu até 1967, quando faleceu aos 87 anos.
Este colete, acredita-se, é um dos poucos ainda existentes que sobreviveram ao impacto do tempo e da história, além de ser o único desse tipo a ser oferecido em leilão. Antes de ser vendido agora, o colete passou décadas na família de Laura, até ser adquirido por um colecionador particular há cerca de 20 anos.
Em 2010, outras peças ligadas à Francatelli já tinham chamado a atenção do público, quando o relato dela no inquérito oficial sobre o naufrágio foi leiloado por R$ 133 mil. Nesse relato, Laura descreveu de maneira vívida os momentos aterradores que viveu. Ela recorda que, ao embarcar em um dos últimos botes, ouviu um “estrondo enorme” enquanto o navio afundava e os gritos das vítimas ressoavam ao fundo, criando um cenário de desespero.
Laura relatou que o bote, com capacidade para 40 pessoas, acabou sendo lançado ao mar com apenas 12 a bordo, uma triste observação da realidade da tragédia, que deixou a bordo do Titanic cerca de 2.200 pessoas, das quais apenas aproximadamente 710 sobreviveram.
Além do colete, a casa de leilões também tem em seu catálogo um relógio recuperado do corpo de um dos ricos passageiros que não conseguiu escapar da tragédia. Este item tem expectativa de venda em torno de R$ 535 mil e faz parte da coleção do espólio de Frederick Sutton, um empresário que contava então com 61 anos. O mercado de memorabilia do Titanic continua a fascinar e atrair colecionadores do mundo todo, perpetuando a lembrança deste evento histórico para as futuras gerações.
