Roberto Pacheco, atual presidente do Senado pelo PSD de Minas Gerais, é fortemente cotado para assumir o Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Este cargo enfrenta uma mudança, visto que o atual titular é o vice-presidente, Geraldo Alckmin, que também está em rota de mudança. Alckmin deverá ser alçado ao Ministério da Defesa, sucedendo José Mucio Monteiro, que tem sinalizado seu desejo de deixar a pasta.
Na Câmara, Arthur Lira, do PP de Alagoas, busca uma vaga ministerial e manifestou interesse em liderar o Ministério da Saúde ou o da Agricultura. No entanto, até o momento, não há confirmação sobre qual pasta Lira estará.
Além das mudanças mencionadas, o cenário também reserva espaço para a deputada federal Gleisi Hoffmann, atual presidente do PT. Ela está prevista para assumir a Secretaria Geral da Presidência, ocupando o lugar de Márcio Macedo, que deve ser nomeado para liderar o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Essas alterações estão sendo vistas como um movimento estratégico do presidente Lula para garantir apoio político e fortalecer sua base de governabilidade no Congresso. A articulação política em torno dessas mudanças reflete um esforço para consolidar alianças e promover a estabilidade necessária para sua administração. O próximo período será decisivo para determinar como estas novas lideranças na administração pública irão impactar a agenda governamental e as relações com os diversos setores da sociedade. Assim, espera-se que as definições sobre o novo gabinete sejam anunciadas em breve, trazendo novos ares à gestão federal.