Durante um evento realizado na manhã de hoje, Ricardo Couto, governador em exercício e presidente do Tribunal de Justiça do Rio, ressaltou a importância do ajuste fiscal. Couto, que assumiu o cargo em março, após a renúncia do então governador Cláudio Castro, afirmou que seu objetivo é alcançar um superávit de R$ 7 bilhões até o fim do ano, revertendo uma previsão inicial de déficit de R$ 19 bilhões.
A reestruturação, segundo Couto, é parte de uma estratégia mais ampla para enxugar a máquina pública sem comprometer a eficiência do serviço estatal. Para ele, a análise inicial do governo deixou claro que era necessário eliminar cargos que não contribuíam efetivamente para a gestão do estado. Durante a abertura do Fórum Rio Empreendedor, Couto manifestou que sua intenção é reduzir o número de secretarias de mais de trinta para menos de vinte.
Neste processo, além da fusão das secretarias, Couto passou a centralizar as funções da Seenemar sob a Sedeics, totalizando agora 33 secretarias funcionais. Essa nova configuração busca evitar sobreposições de competências e garantir que os serviços não sejam comprometidos.
Outras ações incluem a reestruturação do Instituto Rio Metrópole, onde 30 ocupantes de cargos comissionados foram exonerados, em razão de uma investigação que culminou na prisão de seu presidente e outros envolvidos em práticas ilícitas. A presidência agora recai sobre Roberto Leão, atual secretário de Segurança Institucional. Uma auditoria está em andamento na autarquia, com a suspensão dos pagamentos até a conclusão.
As mudanças feitas pelo governo de Ricardo Couto ilustram uma tentativa de restaurar a confiança da população e readequar as finanças do estado fluminense, em um contexto marcado por crises financeiras e políticas.
