Dentre as principais interrogações que pairam sobre seu novo mandato, destaca-se a liderança da Secretaria da Segurança Pública. Após a saída de Guilherme Derrite, que deixou o cargo para concorrer em eleições, Tarcísio nomeou Osvaldo Nico, anteriormente secretário-executivo, para assumir a posição de titular. Henguel Ricardo Pereira, ex-chefe da Defesa Civil, também foi realocado para a pasta como seu segundo-in-command. Informações extraoficiais sugerem que Henguel pode ser promovido à função de secretário, embora a permanência de Nico ainda seja considerada uma possibilidade.
No que tange às demais secretarias, as novas lideranças, como Claudia Carletto (Esporte) e Ana Biselli Aidar (Turismo), parecem ter uma boa chance de continuar em suas funções, assim como Adiana Liporoni, secretária da Mulher. Liporoni assumiu a pasta após a saída da deputada estadual Valéria Bolsonaro, que também estava em campanha. Outro nome que emergiu recentemente no governo é o de Geraldo Mello Filho, que ocupa a Secretaria de Agricultura, substituindo Guilherme Piai.
A estrutura do secretariado pode depender de negociações com os partidos da coligação que apoia a reeleição de Tarcísio. Embora o governador tenha expressado a intenção de proteger seu time de eventuais influências partidárias, as dinâmicas políticas sempre trazem desafios.
Outro aspecto que vem ganhando atenção é o futuro papel de Natália Resende, atual secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística. Reconhecida como a “supersecretária”, Natália tem se mostrado uma peça chave na administração, liderando iniciativas importantes, como a desestatização da Sabesp, considerada um dos marcos do governo Tarcísio. Com o próximo plano de governo em mente, Tarcísio tem manifestado interesse em delegar mais atribuições a ela.
Quanto ao futuro político em 2030, embora o cenário atual esteja focado na reeleição, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, do MDB, é visto como um potencial sucessor. O relacionamento entre Nunes e Tarcísio pode ser complexificado por manobras políticas, como a mudança de partido do atual vice, Felício Ramuth, que passou do PSD para o MDB, garantido uma posição para as eleições. Caso Tarcísio seja reeleito, Ramuth se tornará vice-governador, o que o posicionaria bem para futuras disputas.
Finalmente, as articulações em torno de 2030 ainda são consideradas prematuras por muitos no entorno do governador, mas os discursos e ações atuais mostram que esse tema já começa a ser explorado, mesmo que sutilmente. Como se pode perceber, o cenário político é dinâmico e os próximos meses serão decisivos para definir não apenas a reeleição de Tarcísio, mas todo um ciclo de liderança em São Paulo.
