O relatório, que detalha a violência enfrentada pelos jornalistas e a situação da liberdade de imprensa no país, foi uma chamada à ação. Samira de Castro, atual presidente da Fenaj, destacou que a quantidade de incidentes ainda é alarmante e reflete um ambiente de hostilidade que não pode se tornar aceitável. Apesar da diminuição em relação ao ano anterior, a cifra de 144 casos ainda supera os 135 ocorridos em 2018, revelando que a cultura de violência contra jornalistas se mantém, em vez de ser erradicada.
“O que precisamos ressaltar é que mesmo com a redução nos números, a quantidade de violações ao direito à informação continua inaceitável. Atacar jornalistas parece ter se tornado uma prática comum e isso é um sinal preocupante para a democracia”, comentou Samira. Essa afirmação sublinha a relevância do papel da imprensa em um país onde a crítica é muitas vezes confundida com uma ameaça.
Samira também destacou que, lamentavelmente, muitos desses ataques têm origem em figuras políticas, assessores, correligionários e até mesmo eleitores que sentem que têm o direito de silenciar os jornalistas. “A imprensa deve ser criticada e avaliada, mas isso jamais deve justificar a violência”, frisou a presidente da Fenaj.
Diante desse cenário, a luta pela proteção dos jornalistas e pela liberdade de expressão torna-se cada vez mais crucial. À medida que o Brasil avança no debate público sobre direitos e deveres, a comunidade jornalística e a sociedade civil devem continuar a exigir respeito e dignidade para aqueles que atuam na linha de frente da informação.