Redução de Agressões Contra Jornalistas em 2024 é Aliviadora, Mas Violência Persiste e Preocupa Fenaj

Em um panorama alarmante para a liberdade de imprensa no Brasil, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) revelou que, durante o ano de 2024, foram registrados 144 casos de agressões contra profissionais da mídia. Embora esse número represente uma diminuição superior a 20% em relação ao ano anterior e seja o menor desde 2018, a persistência das violências ainda suscite grande preocupação entre os cidadãos e especialistas.

O relatório, que detalha a violência enfrentada pelos jornalistas e a situação da liberdade de imprensa no país, foi uma chamada à ação. Samira de Castro, atual presidente da Fenaj, destacou que a quantidade de incidentes ainda é alarmante e reflete um ambiente de hostilidade que não pode se tornar aceitável. Apesar da diminuição em relação ao ano anterior, a cifra de 144 casos ainda supera os 135 ocorridos em 2018, revelando que a cultura de violência contra jornalistas se mantém, em vez de ser erradicada.

“O que precisamos ressaltar é que mesmo com a redução nos números, a quantidade de violações ao direito à informação continua inaceitável. Atacar jornalistas parece ter se tornado uma prática comum e isso é um sinal preocupante para a democracia”, comentou Samira. Essa afirmação sublinha a relevância do papel da imprensa em um país onde a crítica é muitas vezes confundida com uma ameaça.

Samira também destacou que, lamentavelmente, muitos desses ataques têm origem em figuras políticas, assessores, correligionários e até mesmo eleitores que sentem que têm o direito de silenciar os jornalistas. “A imprensa deve ser criticada e avaliada, mas isso jamais deve justificar a violência”, frisou a presidente da Fenaj.

Diante desse cenário, a luta pela proteção dos jornalistas e pela liberdade de expressão torna-se cada vez mais crucial. À medida que o Brasil avança no debate público sobre direitos e deveres, a comunidade jornalística e a sociedade civil devem continuar a exigir respeito e dignidade para aqueles que atuam na linha de frente da informação.

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