A cirurgia, que teve duração aproximada de cinco horas, foi classificada como um procedimento eletivo, previamente agendado. Durante a internação, Bolsonaro mostrou uma boa evolução clínica, conforme declarado pelo ortopedista Brasil Caiado Ramos, que ressaltou a estabilidade do paciente durante todo o processo cirúrgico.
A técnica utilizada no procedimento foi a minimamente invasiva, focando em três pontos de lesão no tendão do ombro. O ortopedista Alexandre Paniago explicou que as lesões foram identificadas na parte anterior do ombro e que a estabilização das estruturas foi alcançada com sucesso. A dor, que era uma das principais preocupações, foi controlada adequadamente graças ao uso de um cateter implantado na região cervical. Esse dispositivo administra anestésico diretamente nos nervos responsáveis pela dor, reduzindo assim a necessidade de medicamentos orais que poderiam ser prejudiciais ao sistema digestivo.
Outro ponto relevante a ser destacado é que a reabilitação já foi iniciada ainda durante a internação, com exercícios para o cotovelo e a mão, enquanto a mobilização direta do ombro deverá iniciar apenas entre a quarta e a quinta semana de recuperação. A recuperação total será supervisionada com o suporte deanalgesia e fisioterapia que se estenderá pelos meses seguintes.
Em uma análise preliminar, os médicos levantaram a possibilidade de que a lesão em Bolsonaro tenha origem traumática, possivelmente decorrente de uma queda ocorrida em janeiro, quando ele estava na Superintendência da Polícia Federal. Essa, no entanto, continua sendo apenas uma suposição clínica. A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, informou nas redes sociais que o marido está apresentando boa evolução e com a dor controlada.
É importante notar que Bolsonaro permanece em prisão domiciliar desde o fim de março, uma decisão que ainda será avaliada ao longo dos próximos dois meses. A cirurgia foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal após um pedido da defesa, que citou lesões persistentes decorrentes da queda. A recuperação em um ambiente domiciliar é considerada favorável para um processo de reabilitação seguro e eficaz.
