Thurman foi um pioneiro no Ocidente, sendo o primeiro não nativo a ser ordenado como monge budista tibetano pelo Dalai Lama em 1964. Sua dedicação ao estudo e à disseminação do budismo influenciou inúmeras pessoas ao longo das décadas. Ele se destacou não apenas por sua erudição, mas também por seus vários escritos e traduções que ajudaram a esclarecer os ensinamentos budistas para o público ocidental. O comunicado da Tibet House US expressou sua tristeza pela perda de um “proeminente estudioso budista americano”, reconhecendo a importância de suas contribuições.
Com uma carreira acadêmica sólida, Thurman lecionou por 30 anos na cátedra Je Tsongkhapa de Estudos Budistas Indo-Tibetanos na Universidade de Columbia, onde cativou alunos com sua paixão pelo tema e seu profundo conhecimento. Seu trabalho não se limitou às salas de aula; ele também era um autor prolífico, contribuindo com um vasto corpo de literatura sobre o budismo e suas aplicações na vida moderna.
A Tibet House US, que ele cofundou, é um espaço dedicado à cultura tibetana e ao ensino do budismo, promovendo eventos e discussões que visam aprofundar o entendimento sobre essa tradição espiritual. Em um gesto de reverência, o comunicado da organização foi encerrado com o mantra budista tradicional “Om Mani Padme Hum”, que simboliza compaixão e sabedoria.
Enquanto isso, sua filha, Uma Thurman, continua a brilhar nas telas de cinema ao redor do mundo, conhecida por seus papéis em filmes icônicos como “Kill Bill” e “Pulp Fiction”. A morte de Robert Thurman representa uma perda significativa não apenas para sua família, mas também para a comunidade budista e para todos aqueles que foram tocados por seus ensinamentos.
