Putin não participa de negociações diretas na Turquia; delegações da Rússia e Ucrânia se preparam para diálogos em meio a desconfiança e tensões crescentes.

A delegação do governo russo, sob a liderança do presidente Vladimir Putin, chegou a Istambul, na Turquia, nesta quinta-feira, 15 de maio, para as tão esperadas negociações diretas com representantes da Ucrânia. Este encontro marca a primeira interação formal entre os dois países desde o início do conflito bélico. Contudo, a ausência de Putin na reunião levantou questões sobre o real comprometimento da Rússia em encontrar uma resolução pacífica. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, havia convidado Putin para comparecer pessoalmente, mas o líder russo não atendeu ao chamado.

O avião que trouxe a delegação russa pousou na Turquia sem a presença de Putin, e a lista de participantes divulgada oficialmente pelo Kremlin não incluía seu nome. Enquanto isso, Zelensky também chegou à Turquia nesta manhã, onde primeiramente se reunirá com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em Ancara, antes de se encaminhar para as negociações com a delegação russa em Istambul. Essa etapa preliminar é considerada crucial, pois Zelensky indicou que sua participação em um acordo de paz estaria condicionada à presença de Putin.

Jornalistas de todo o mundo se concentraram em frente ao Palácio de Dolmabahçe, local destinado para as negociações, enquanto barreiras de segurança foram estabelecidas. Apesar das expectativas, ainda não havia um horário confirmado para o início das conversas, com informações conflitantes surgindo sobre o momento em que os diálogos deveriam ocorrer. O porta-voz da presidência ucraniana denunciou desinformação da parte russa em relação ao horário da reunião.

A dinâmica das negociações é complexa e tensa; a Rússia pressionou por conversas após diversas propostas de cessar-fogo feitas por países europeus e pelos Estados Unidos. As exigências de Moscou incluem que a Ucrânia abdiquem de seus planos de se tornar membro da Otan e a manutenção dos territórios anexados, enquanto Kiev clama por garantias de segurança contra futuras agressões e a retirada completa das tropas russas.

Então, enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, faz uma visita ao Oriente Médio, podendo visitar Istambul em busca de declarações positivas do encontro, o clima de desconfiança continua predominando. Forças ucranianas apontam a dificuldade de confiar nos compromissos da Rússia, com Zelensky e seus aliados clamando por um cessar-fogo imediato. A ausência de Putin foi interpretada por analistas como um sinal de falta de vontade de acabar com a luta, levantando receios quanto à continuidade da guerra em um momento onde o mundo observa atentamente os desdobramentos dessa crise geopolítica.

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