Putin argumentou que, para que as negociações fossem reconhecidas como válidas, seria necessário que a Ucrânia encontrasse um modo legal de cancelar o decreto, uma tarefa que, segundo ele, poderia ser realizada pelo presidente do Parlamento ucraniano. O presidente russo destacou que a estrutura constitucional da Ucrânia permite tal revogação, mas expressou ceticismo quanto à disposição de Kiev de buscar esse caminho.
Ademais, Putin mencionou que tentativas anteriores de mediadas negociações foram frustradas pela insistência do governo ucraniano em manter a luta, motivada pela influência ocidental. Ele sugeriu que se a ajuda militar e política ocidental fosse interrompida, o conflito poderia ser encerrado em um curto período de dois meses. Esta afirmação reflete uma análise mais ampla sobre as dinâmicas que têm sustentado a guerra prolongada, onde ele indica que os aliados da Ucrânia têm incentivado a continuação das hostilidades.
Putin reiterou que, mesmo considerando a participação de Zelensky nas negociações, a questão chave reside na legitimação de qualquer acordo final que possa ser assinado. Ele lembrou que, apesar de sua disposição para negociar, a Rússia ainda não percebeu um interesse genuíno por parte da Ucrânia em resolver a situação através de acordos formais, afirmando que “não vemos tal desejo”. O cenário estagnado apresenta um desafio complexo, onde as barreiras legais e a intransigência política dos países envolvidos parecem dificultar um caminho para a paz.





