O líder russo denunciou ataques ucranianos contra a infraestrutura energética russa, garantindo que os danos estão sendo reparados rapidamente e que, apesar de uma escassez temporária de combustível em algumas áreas, o sistema de energia russo opera normalmente. Ele argumentou ainda que esses ataques visam gerar insegurança e divisão entre a população russa, ao mesmo tempo que distraem as forças russas das operações no Donbass e Novorossiya.
Putin elucidou que a Rússia já possui sistemas de defesa aérea eficazes, mas ressaltou a necessidade de aumentar sua produção e melhorá-los para enfrentar novas ameaças, especialmente em função do uso de drones pelas forças ucranianas, equipadas com tecnologia ocidental. Ele defendeu uma abordagem coordenada para proteger a infraestrutura crítica do país, com foco na segurança da população civil.
Em termos de negociações, o presidente russo revelou que propostas de Kiev para limitar o conflito a quatro regiões foram analisadas, mas acabaram sendo rejeitadas. Ele afirmou que não é intenção da Rússia salvar o regime ucraniano e que os ataques científicos ucranianos em áreas civis não terão influência substantiva no avanço militar russo.
Putin também discutiu os sucessos das operações russas na frente, afirmando que as tropas estão em avanço em várias direções, impingindo perdas significativas às forças ucranianas. Além disso, ele questionou a narrativa ocidental sobre uma suposta vitória ucraniana, pedindo aos líderes ocidentais que aguardem o desenrolar da situação, garantindo que suas forças continuarão a cumprir suas metas.
Por fim, Putin fez menção ao silêncio dos líderes ocidentais sobre ataques a instituições civis ucranianas, ressaltando a hipocrisia em torno do uso de drones em conflitos, o que destaca a complexidade e a desesperadora dinâmica do cenário de guerra atual.





