De acordo com a representação, esses materiais violam a legislação eleitoral e abusam do uso de inteligência artificial para manipular a informação. Um dos vídeos central à denúncia, publicado em 24 de julho, mostra Flávio Bolsonaro pilotando um caça e realizando uma fictícia missão de “salvar o Brasil dos vermelhos”. A peça ainda apresenta uma versão digital do presidente argentino Javier Milei, que se junta ao senador em uma suposta recepção por apoiadores, todos gerados artificialmente.
A Federação alega que essa produção se configura claramente como um esforço coordenado para impactar o cenário eleitoral de forma ilegal. Os elementos típicos de campanha, como slogan eleitoral e símbolos nacionais, também foram identificados, o que alimenta a acusação de propaganda antecipada.
Além disso, foram constatadas atividades de 32 perfis nas redes sociais, especialmente no TikTok, com um público significativo de 1,4 milhão de seguidores. Para os autores da ação, essas contas, inclusive as de alguns parlamentares e influenciadores, ajudam a difundir esse material de forma ainda mais abrangente.
O pedido ao TSE exige a retirada imediata do vídeo das plataformas digitais, com um prazo de 24 horas, e a imposição de uma multa de R$ 30 mil por cada nova publicação semelhante. Por sua vez, a campanha de Flávio Bolsonaro já se pronunciou sobre questões de manipulação das redes sociais, alegando que também enfrenta uma articulação organizada de perfis falsos que visa atacá-lo.
A situação revela um cenário complexo, marcado por alegações mútuas entre os grupos políticos, destacando a crescente luta pela influência sobre as narrativas nas plataformas digitais em um período eleitoral. As redes sociais, como se vê, tornaram-se um campo de batalha crucial nesta disputa política contemporânea.





