Kassab também abordou um polêmico acordo de cooperação assinado entre o governo de Goiás e os Estados Unidos, visando a exploração de terras raras em território brasileiro. Essa parceria foi alvo de críticas, incluindo reações da gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que considera a responsabilidade pela gestão desses recursos uma questão federal. Contudo, Kassab defendeu o acordo, enfatizando que ele não representa uma entrega de recursos naturais, mas sim uma transferência de tecnologia que poderá acrescentar valor ao processo de beneficiamento mineral no Brasil.
O presidente do PSD comparou essa estratégia com lições do passado, como a exploração do minério de ferro, destacando que a implementação desse modelo em Goiás pode gerar empregos e aumentar as receitas do país ao invés de exportar matérias-primas sem processamento. “O Ronaldo Caiado não entregou nada. Ele trouxe tecnologia para melhorar a riqueza do país”, afirmou Kassab.
Em relação à campanha presidencial, Kassab ressaltou a figura de estadista de Caiado, mencionando que um plano de governo está sendo elaborado sob a coordenação do ex-ministro Roberto Brant, uma figura de destaque na política nacional. Kassab, porém, não entrou em detalhes sobre a escolha do candidato a vice, afirmando que isso deve ser discutido mais adiante, particularmente em junho, à medida que se aproximam as convenções partidárias em julho.
Ele também fez uma análise do cenário eleitoral, observando a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, enfatizando que essa dinâmica pode mudar à medida que a campanha avança. Kassab acredita que o eleitorado começará a buscar alternativas a partir do momento em que perceber lideranças com a experiência necessária para implementar reformas significativas, tanto administrativas quanto judiciais.
Por fim, Kassab destacou a estrutura do PSD em diversas regiões do país, assegurando que a campanha de Caiado contará com apoio de governadores influentes, como Eduardo Leite e Ratinho Junior. No estado do Rio de Janeiro, o partido está buscando construir um palanque com a figura do governador Eduardo Paes, independentemente de outras alianças que ele possa formar.







