Banco Central Exige Auditoria Independente para Aprovação de Empresas de Ativos Virtuais, Reforçando Combate à Lavagem de Dinheiro e Financiamento ao Terrorismo.

Em um movimento que reflete a crescente preocupação com a segurança no mercado de ativos virtuais, o Banco Central do Brasil (BC) anunciou a implementação de uma importante exigência para as instituições que atuam nesse setor. De acordo com a nova Instrução Normativa BCB N° 739, publicada em 29 de maio, a partir de 1º de junho, as Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs) deverão apresentar um relatório de auditoria independente como parte do processo de autorização.

Esse relatório precisa ser emitido por uma empresa de auditoria registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e deve oferecer uma “opinião técnica independente acerca dos procedimentos adotados” pelas SPSAVs para identificar e prevenir operações suspeitas. A iniciativa visa, especialmente, o combate a crimes financeiros, como a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo, assuntos abordados pela Lei nº 9.613.

O Banco Central enfatizou em sua nota que a medida tem como principal objetivo fortalecer a segurança nas decisões relacionadas à autorização das instituições, além de garantir maior alinhamento do Brasil às práticas internacionais de combate a crimes financeiros. O BC destacou que a obrigatoriedade da auditoria independente proporciona um nível adicional de transparência e confiança nos métodos de controle utilizados pelas empresas que atuam no setor de ativos virtuais.

A Instrução Normativa N° 739 também altera a Instrução Normativa BCB nº 704, que já havia regulamentado aspectos importantes da Resolução BCB nº 519. Com essa mudança regulatória, o Banco Central demonstra um compromisso firme em promover um ambiente financeiro seguro e sólido para todos os participantes do mercado.

Portanto, a nova exigência representa um passo significativo para o fortalecimento da regulamentação das empresas de criptoativos, numa busca por mais robustez e confiabilidade no setor. As SPSAVs terão a responsabilidade de se adequar a essas novas diretrizes, o que ampliará a proteção tanto para os consumidores quanto para o sistema financeiro como um todo.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo