Sua iniciativa ganhou notoriedade recentemente, após um caso chocante ocorrido em Canapi. Um homem, que atuava como motorista escolar, foi preso sob suspeita de ter cometido estupros em série. Este indivíduo já teria confessado ter abusado de pelo menos 10 crianças, sendo seis meninos e quatro meninas. A descoberta destes crimes se deu após a corajosa denúncia de uma professora. Conforme as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o suspeito teria desviado o percurso escolar de uma criança de apenas três anos para um local isolado, onde foi pego tentando abusar da menina.
Diante desses acontecimentos, Lelo Maia argumenta que as escolas não podem ser apenas observadoras passivas, mas sim, participantes ativas no combate a este tipo de crime. Durante seu discurso, ele destacou a importância das instituições de ensino, as quais, segundo ele, se posicionam na linha de frente da defesa dos direitos das crianças. Segundo o deputado, a aprovação desta modificação na lei poderia evitar futuros casos de abuso, possibilitando um ambiente escolar mais seguro.
Maia enalteceu a necessidade de apoio dos colegas parlamentares na tramitação da proposta. Ele instou o presidente da Assembleia, deputado Marcelo Victor, e outros membros, a considerar sua proposta com urgência, para ampliar a rede de proteção legal que já inclui cartórios e hospitais. A lei vigente já prevê a obrigatoriedade de notificação de abusos sexuais praticados contra crianças e adolescentes por parte dessas instituições. A inclusão das escolas, segundo ele, fecharia um importante ciclo de proteção, garantindo que os educadores, que estão em contato direto com os jovens, ajudem a identificar e relatar possíveis casos de abuso sexual, fortalecendo assim a segurança e bem-estar das crianças brasileiras.
Com o apoio do Ministério Público Estadual, a proposta busca galvanizar a sociedade em torno de um tema de extrema importância, assumindo um papel proativo na proteção dos mais vulneráveis. A expectativa é que, com a inclusão das escolas, a legislação ofereça uma resposta mais efetiva e imediata aos casos de violência sexual contra menores, marcando um passo crucial na luta pela defesa dos direitos infantis. A aprovação desse projeto poderá consolidar uma estrutura legal robusta, que garanta um ambiente de aprendizado seguro e dignidade para todos os estudantes.
