Ex-presidente do BRB é preso em operação da PF por corrupção e lavagem de dinheiro ligadas a esquema com o Banco Master e seu proprietário.

Na quinta-feira, 13 de outubro, a Polícia Federal realizou a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), em um desdobramento significativo de uma operação que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo instituições financeiras. Costa é acusado de atuar como o “verdadeiro mandatário” do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A decisão de prisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com os documentos oficiais, existem fortes indícios de que Costa favorecia os interesses de Vorcaro dentro do BRB em troca de bens valiosos, incluindo imóveis avaliados em aproximadamente R$ 150 milhões. As práticas investigadas podem incluir crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e violações ao sistema financeiro nacional.

As investigações, que estão em andamento, revelaram trocas de mensagens entre Costa e Vorcaro, indicando uma estreita colaboração entre eles em negócios. Em um trecho de uma conversa, Costa afirma: “Estou com vc. Modo contínuo sem acordo. Estou virando a noite e tentando resolver”. Em outra interação, ele expressa entusiasmo sobre um projeto em comum, ressaltando o “alinhamento pessoal” entre ambos.

A análise das mensagens sugere uma “comunhão de designs” voltada para a execução de atividades ilegais. Além disso, algumas comunicações mencionam negociações e vantagens, que, segundo as apurações, podem corresponder a pagamentos em forma de imóveis de alto padrão.

A relação entre os dois é evidenciada por um diálogo em que Vorcaro manifesta a preocupação de atender às necessidades de Costa, declarando a uma corretora: “Preciso dele feliz. Reverte isso aí”. Essa frase sugere um comprometimento em garantir o bem-estar do ex-presidente do BRB para facilitar suas operações.

A operação da Polícia Federal, que resultou na prisão de Costa, investiga um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a pagamentos indevidos a servidores públicos, em meio às transações entre o BRB e o Banco Master. Junto a Costa, também foi preso o advogado Daniel Monteiro, considerado o operador financeiro do grupo. As investigações se concentram em transações que somam bilhões, levantando questões sobre a possível ocorrência de irregularidades destinadas a burlar os mecanismos de controle financeiro em vigor.

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