De acordo com os documentos oficiais, existem fortes indícios de que Costa favorecia os interesses de Vorcaro dentro do BRB em troca de bens valiosos, incluindo imóveis avaliados em aproximadamente R$ 150 milhões. As práticas investigadas podem incluir crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e violações ao sistema financeiro nacional.
As investigações, que estão em andamento, revelaram trocas de mensagens entre Costa e Vorcaro, indicando uma estreita colaboração entre eles em negócios. Em um trecho de uma conversa, Costa afirma: “Estou com vc. Modo contínuo sem acordo. Estou virando a noite e tentando resolver”. Em outra interação, ele expressa entusiasmo sobre um projeto em comum, ressaltando o “alinhamento pessoal” entre ambos.
A análise das mensagens sugere uma “comunhão de designs” voltada para a execução de atividades ilegais. Além disso, algumas comunicações mencionam negociações e vantagens, que, segundo as apurações, podem corresponder a pagamentos em forma de imóveis de alto padrão.
A relação entre os dois é evidenciada por um diálogo em que Vorcaro manifesta a preocupação de atender às necessidades de Costa, declarando a uma corretora: “Preciso dele feliz. Reverte isso aí”. Essa frase sugere um comprometimento em garantir o bem-estar do ex-presidente do BRB para facilitar suas operações.
A operação da Polícia Federal, que resultou na prisão de Costa, investiga um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a pagamentos indevidos a servidores públicos, em meio às transações entre o BRB e o Banco Master. Junto a Costa, também foi preso o advogado Daniel Monteiro, considerado o operador financeiro do grupo. As investigações se concentram em transações que somam bilhões, levantando questões sobre a possível ocorrência de irregularidades destinadas a burlar os mecanismos de controle financeiro em vigor.
