A Polícia Federal apresentou um pedido ao ministro para que Vorcaro seja transferido da cela especial na Superintendência da corporação para a Penitenciária Federal de Brasília. De acordo com os investigadores, as informações fornecidas pela defesa de Vorcaro não apresentaram fatos novos ou elementos de prova que justificassem a continuidade das tratativas para um acordo de delação.
A PGR, mesmo após a posição unificada da Polícia Federal, continuou analisando a proposta, mas optou por não avançar, apontando que os dados não eram suficiente para contribuir substancialmente para as investigações em andamento. No passado, durante a primeira tentativa de delação, a procuradoria havia mantido as negociações abertas mesmo com a recusa da PF, mas agora, Mendonça sinaliza a necessidade de um alinhamento entre as duas instituições.
Desde março, Vorcaro está em uma cela especial, devido às negociações referentes à delação. Durante esse período, ele teve acesso diário a seus advogados, mas as tentativas de colaboração parecem ter fracassado novamente. A nova proposta de delação foi elaborada após a rejeição da primeira e a troca na equipe de defesa, com um novo advogado assumindo o caso.
Os investigadores observaram que o banqueiro não conseguiu apresentar documentos que corroborassem suas alegações, uma vez que perdeu o controle sobre o Banco Master, que foi liquidado em novembro do ano passado. Desta forma, a avaliação dos investigadores revela que o material apresentado é mais defensivo e não se configura como uma contribuição efetiva para o andamento das apurações.
As suspeitas que pesam sobre Vorcaro são graves, incluindo fraudes financeiras que causaram danos bilionários a investidores e correntistas, além de possíveis envolvimentos com corrupção, lavagem de dinheiro e outras práticas ilícitas. O colapso do Banco Master teve um impacto significativo, afetando o Fundo Garantidor de Créditos, que protege depósitos de até R$ 250 mil.
Caso a delação seja rejeitada de forma definitiva, teme-se que Vorcaro seja transferido para um presídio comum, suspenso dos benefícios de um regime especial de negociação. Além disso, as informações discutidas nas tratativas não poderão ser utilizadas pelas autoridades nas investigações em andamento.
