Denúncias de Golpes em Decoração de Festas Infantis Agitam o Distrito Federal
O caso de Vitória Mendes Lopes, uma prestadora de serviços de 29 anos, vem gerando polêmica no Distrito Federal, em meio a uma série de acusações de fraudes voltadas para famílias que contratavam suas habilidades em decoração de festas infantis. Conhecida pela sua trajetória repleta de queixas e condenações, Vitória já enfrentou a Justiça em várias ocasiões, incluindo três condenações por não cumprir com os serviços acordados e por dívidas.
O modus operandi da decoradora, conforme relatos de clientes, consiste em fechar contratos de prestação de serviço para eventos festivos e, frequentemente, não entregar o que foi prometido na data marcada. Um dos casos mais preocupantes ocorreu no último sábado, quando uma cliente precisou organizar uma vaquinha entre os convidados para garantir que a festa da filha não se tornasse um fiasco. Apesar de ter realizado três transferências, somando R$ 940, a cliente ficou com a decoração incompleta e sem os doces contratados.
Após promessas frustradas de reembolso via Pix e a chegada da prestadora em um horário inconveniente para retirar os materiais, a situação se agravou quando a decoradora começou a enviar mensagens desrespeitosas à cliente, chamando-a de “desocupada” e recusando-se a resolver os problemas causados. Em desespero, a vítima recorreu à Polícia Civil do Distrito Federal para formalizar a queixa, revelando um padrão de comportamento que não se limita a um único incidente, mas parece ser uma prática recorrente.
Outras vítimas também se manifestaram sobre a atuação da decoradora em grupos de redes sociais, revelando que a mesma frequentemente muda de nome e empresa, o que poderia indicar uma tentativa deliberada de evitar consequências legais. Profissionais do setor de festas confirmaram que Vitória tem um histórico de atrasos e não pagamentos a fornecedores, além de já ter aplicado golpes semelhantes em várias ocasiões.
Ganhar na Justiça não é novidade para Vitória, que acumula condenações relacionadas a dívidas e prestação de serviços. Recentemente, foi sentenciada a pagar R$ 3 mil após um empréstimo não quitado. Outros processos em sua trajetória incluem falhas na entrega de serviços contratados, como o fornecimento de crepes.
Enquanto a investigação avança na 2ª Delegacia de Polícia, que analisa o caso como uma possível infração contra o consumidor, a prestadora se defende alegando que não trabalha mais com festas infantis e que o caso em questão se tratou de um problema pontual. Vitória afirma ter reembolsado parte do valor referente à festa, embora clientes contradigam suas versões.
Diante do crescente número de queixas e do envolvimento do Ministério Público do DF em algumas investigações, o caso de Vitória Mendes Lopes ressalta a importância da proteção do consumidor e da necessidade de informações detalhadas sobre o histórico de prestadores de serviço na celebração de eventos.
