Na correspondência, Iravani pediu reparações completas por danos materiais e morais, enfatizando que esses países não apenas forneceram seus territórios para operações militares contra o Irã, mas em alguns casos, estiveram ativamente envolvidos em ataques que atingiram alvos civis. Ele caracterizou essa permissão como uma forma clara de “ato de agressão”.
O contexto dos ataques se deu em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizaram operações militares conjuntas contra o Irã. Naquele momento, as nações estavam em meio a negociações indiretas sobre o polêmico programa nuclear iraniano, levantando questões sobre a continuidade do diálogo mesmo diante de ações bélicas. Em resposta aos ataques, o Irã reciprocou com ofensivas direcionadas a Israel e a bases militares americanas situadas em vários países do Oriente Médio.
Recentemente, o Irã apresentou aos Estados Unidos uma proposta de cessar-fogo que inclui dez pontos, abrangendo garantias de não agressão, controle sobre o estreito de Ormuz, o reconhecimento do direito ao enriquecimento de urânio, a suspensão de sanções, compensação e a retirada de tropas americanas da região. Contudo, as expectativas de um acordo foram frustradas no último domingo, quando as duas partes informaram que as negociações em Islamabad não avançaram devido a divergências significativas em questões-chave.
Como desdobramento dessa situação tensa, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a Marinha dos EUA adotaria medidas para bloquear embarcações no estreito de Ormuz, a partir de segunda-feira, elevando ainda mais as tensões nesta estratégica via marítima, crucial para o transporte de petróleo. O cenário atual destaca a fragilidade das relações no Oriente Médio, onde as disputas se entrelaçam com questões geopolíticas complexas.
