No último dia 12, a PF concluiu as investigações sobre desvio de verbas federais da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), caso revelado no início do ano. O inquérito resultou no indiciamento de Juscelino por esses supostos crimes.
Lula, durante uma visita a Genebra, na Suíça, mencionou que o ministro das Comunicações tem o direito de provar a sua inocência. O presidente também planejava uma conversa por telefone com Juscelino na última quinta-feira, 17, o que não se concretizou.
O encontro entre Juscelino e Lula em São Luís, colégio eleitoral do ministro, estava previsto para anunciar obras e ações do governo federal em diversos setores. O presidente, nos bastidores, demonstrou certa insatisfação com o indiciamento de seu ministro, mas ressaltou que a indicação do cargo foi feita pelo União Brasil e que a sigla deveria ser consultada antes de qualquer decisão.
A agenda foi divulgada inicialmente por Juscelino em suas redes sociais, enfatizando a importância do Maranhão para o governo. O ministro foi indiciado por supostas irregularidades na distribuição de verbas do orçamento secreto, em meio à Operação Benesse.
Em janeiro do ano anterior, Juscelino direcionou recursos do orçamento secreto para a prefeitura de Vitorino Freire, beneficiando sua irmã e amigos. Uma auditoria interna da Codevasf constatou irregularidades em obras na cidade, o que levantou questionamentos sobre a conduta do ministro.
Em nota, Juscelino reiterou sua inocência e confiança na imparcialidade da Justiça para esclarecer os fatos. Alegando vazamentos seletivos e sublinhando a importância do amplo direito de defesa, o ministro espera que a presunção de inocência seja respeitada ao longo do processo.
O encontro entre Lula e Juscelino despertou grande interesse, já que ambos são figuras públicas importantes e o desenrolar dessa situação pode ter repercussões políticas significativas. Aguarda-se, portanto, como essa agenda conjunta pode influenciar o cenário político atual e o futuro do governo.