Após a saída de Morales do poder, em 2019, Arce assumiu a presidência em novembro de 2020, sucedendo o breve governo de Jeanine Añez. A tentativa de golpe foi confrontada pelo próprio Arce, que ordenou que o comandante geral do Exército retirasse seus soldados do palácio do governo, demonstrando firmeza diante da situação.
A trajetória econômica da Bolívia, do auge à falência, reflete a carreira de Arce, que trabalhou no Banco Central por muitos anos. O país, que passou por reformas neoliberais na década de 1990 e se tornou um importante produtor de energia, viu sua renda cair a partir de 2014, enfrentando desafios como a pandemia de covid-19 e tensões sociais.
Arce descreveu a recessão vivida por seu país como a pior dos últimos 40 anos, com a necessidade de importação de combustíveis devido à falta de produção interna. As famílias bolivianas também lidaram com altos preços de alimentos, enquanto as tensões políticas dentro do partido de Evo Morales continuavam a crescer.
O presidente boliviano enfatizou a necessidade de enfrentar os problemas econômicos e sociais do país, destacando a importância de medidas que visem melhorar a produção e reduzir a dependência de importações. Arce também criticou seus oponentes, acusando-os de sonharem com novos golpes de Estado, em um cenário político polarizado e marcado por conflitos ideológicos.
Diante desse contexto, a tentativa de golpe contra o presidente Arce evidenciou as divisões políticas no país andino e a necessidade de encontrar soluções para os desafios econômicos e sociais que a Bolívia enfrenta. Como representante de uma esquerda que busca se contrapor às políticas neoliberais, Arce enfrenta o desafio de governar em um período de instabilidade e incertezas.





