Antes de assumir a vice-presidência, Gellibert ocupava o cargo de Secretaria Geral da Administração Pública e Gabinete da Presidência. Sua nomeação se segue a decisões judiciais recentes, que levaram ao impedimento de Abad por conta de um episódio de violência política de gênero. O Tribunal Contencioso Eleitoral (TCE) suspendeu os direitos de participação de Abad, após denúncias de comportamento inadequado por parte da chanceler Gabriela Sommerfeld, que alegou que Abad fez declarações degradantes visando obstruir suas funções. Em resposta ao decreto, Abad argumentou que a decisão foi um “golpe de Estado judicial” e uma violação dos direitos humanos.
As relações entre Noboa e Abad já estavam tensas desde agosto do ano passado, quando Abad fez uma denúncia contra o presidente por violência de gênero, que acabou não sendo aceita. Noboa, por sua vez, classificou a ação de traição, e, em novembro, suspendeu Abad de suas funções por, segundo ele, abandono injustificado. A destituição dela e a nomeação de Gellibert refletem uma manobra política que poderia influenciar a campanha eleitoral.
Além de seus esforços internos, Noboa também participou de uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante sua visita oficial. Essa reunião teve como foco a relação entre os dois países, com Noboa declarando que o Equador conseguiu ser retirado da lista de prioridades de deportações dos EUA, em um movimento que promete amenizar tensões. até meados de fevereiro, cerca de 1.300 equatorianos foram repatriados dos EUA, sublinhando a relevância deste tema em sua gestão.
Os desafios são grandes para o presidente, que irá buscar o respaldo popular em um cenário eleitoral competitivo, onde performance econômica e questões sociais são cruciais para angariar votos. Essa mudança na vice-presidência e os diálogos com os EUA delineiam uma fase crucial na administração Noboa, simultaneamente focando na correção de rumos internos e na manutenção de boas relações internacionais.





