O Exercício Guardião Cibernético, promovido pelo Exército Brasileiro, é considerado o maior treinamento de defesa cibernética do Hemisfério Sul e terá sua sede em Brasília, com hubs em várias cidades, incluindo Rio de Janeiro, onde o DigiTech do Senai/Firjan desempenhará um papel crucial. Caetano enfatiza que o Rio é uma base vital para esse exercício, devido aos seus setores estratégicos, como petróleo, gás, defesa e pesquisa.
Além da realização do exercício, a Firjan tem investido na capacitação técnica de profissionais para enfrentar os riscos associados aos ciberataques. Um relatório divulgado por uma renomada empresa de segurança cibernética revelou que o Brasil sofreu 753,8 bilhões de tentativas de ataques em 2025. O gerente de operações do DigiTech, Maurício Bonabitacola, ressaltou que cada ataque bem-sucedido gera um prejuízo médio de R$ 7 milhões, o que torna essencial que o setor industrial esteja bem preparado.
Durante o exercício, além da capacitação técnica, a importância da comunicação em situações de crise será um foco. O treinamento abordará questões cruciais, como os canais adequados de comunicação durante um ataque e a participação de diferentes setores nas respostas a incidentes. Um ponto interessante levantado por Bonabitacola é o uso da inteligência artificial, que apesar de frequentemente ser vista como um risco, é essencial para mitigar ciberataques, ajudando a identificar vulnerabilidades através da análise de dados históricos.
A realização do EGC 8.0, prevista para ocorrer de 21 a 25 de setembro, promete não apenas aprimorar a resposta ao cibercrime, mas também reforçar a consciência sobre a importância de uma infraestrutura digital robusta e resiliente, essencial para a saúde e o crescimento da indústria fluminense e nacional.
