Motta destacou que nos últimos 40 anos o Brasil não vivenciou as mazelas de um período antidemocrático, onde jornais eram censurados e vozes eram caladas à força. Ele enfatizou que não houve perseguições políticas, prisões ou exílios políticos, e que os crimes de opinião e a usurpação de garantias constitucionais não foram mais uma realidade no país. O presidente da Câmara reforçou que essa nova era de democracia deve ser valorizada e preservada.
No entanto, o discurso de Motta foi contestado por Eduardo Bolsonaro, que em um vídeo nas redes sociais explicou sua decisão de permanecer nos Estados Unidos, alegando que ele e seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, estavam sendo alvo de perseguição no Brasil. O deputado mencionou a possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenar sua prisão, o que reforçou a percepção de alguns setores da sociedade sobre a existência de perseguições políticas no país.
Diante desse cenário contraditório, a discussão sobre a garantia de direitos democráticos e as liberdades individuais permanece em pauta, mostrando que o Brasil ainda enfrenta desafios para consolidar uma democracia plena e livre de perseguições políticas. A divergência de opiniões entre autoridades e figuras públicas revela a complexidade do atual contexto político nacional e a necessidade de um debate amplo e transparente sobre a garantia de direitos e liberdades no país.