A decisão de escolher o vice vinha sendo adiada por Nunes, que buscava um consenso entre os partidos de sua base, que devem somar 12 siglas em sua coligação. Desde janeiro, o prefeito vinha cogitando o nome de Mello Araújo, ex-comandante da Rota e ex-presidente da Ceagesp. No entanto, a entrada de Pablo Marçal na disputa mudou o cenário, com a pressão de Bolsonaro e seu entorno para que Nunes demonstrasse mais alinhamento com o bolsonarismo.
O governador Tarcísio de Freitas também entrou em campo para facilitar as negociações, alterando seu discurso anterior de que a definição do vice seria feita mais adiante. Após um jantar no Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio endossou a escolha de Mello Araújo como vice de Nunes. A indicação de um bolsonarista convicto como vice do prefeito já está gerando resistências entre adversários, que veem a possibilidade de angariar votos do eleitorado de centro descontente com a decisão.
Entre os partidos que apoiam Nunes, houve objeções, especialmente do União Brasil, que esperava a chance de indicar o nome do vice. A escolha de Mello Araújo traz à baila discussões sobre segurança pública e o possível impacto eleitoral da aliança com uma figura ligada ao bolsonarismo. A estratégia do prefeito tem sido destacar o trabalho do coronel na Ceagesp, buscando evitar associações diretas com a polícia. Basta aguardar para ver como essa escolha influenciará o cenário político paulistano nas eleições vindouras.
