A expansão não se limita às fronteiras brasileiras: na América Latina, a operação logística do Mercado Livre deve crescer de 89 mil para 133 mil funcionários. Para apoiar esse crescimento, foram anunciados quatorze novos Centros de Distribuição (CD) que se somarão às 34 já existentes, trazendo um aumento de 50% no total de unidades.
As novas oportunidades de trabalho estão distribuídas por diversas cidades. Cajamar, em São Paulo, será a mais beneficiada, com 5,5 mil novas vagas. Araçariguama seguirá com 2,5 mil, Governador Celso Ramos abrigará 2,4 mil, enquanto Campinas e Extrema oferecerão, respectivamente, 1,6 mil e 930 postos.
Patricia Monteiro de Araújo, Diretora de Pessoas do Mercado Livre no Brasil, destacou que o Brasil, embora seja um dos maiores mercados de e-commerce globalmente, ainda possui uma penetração online de apenas 17%. Para ela, cada novo Centro de Distribuição é um passo para fortalecer o acesso ao comércio eletrônico.
O cenário do e-commerce no Brasil também revela crescimento significativo. Em 2025, as vendas online atingiram R$ 235,5 bilhões, representando um aumento de 15,3% em relação ao ano anterior. Esse crescimento acirra a competição entre as grandes empresas do setor.
Na visão de especialistas do BTG Pactual, o investimento em novos CDs e galpões é essencial para aprimorar a logística, especialmente na chamada “última milha”, que se refere às entregas mais próximas ao consumidor, aspecto crítico para elevar a satisfação do cliente e ampliar a participação de mercado.
Além disso, a empresa também está aumentando os esforços no Mercado Pago, sua fintech, buscando diversificação nas fontes de receita. Essa movimentação abre novas oportunidades de faturamento além das taxas de marketplace.
Uma pesquisa realizada pela agência Do Follow revelou que, entre as lojas online que atraem consumidores via Google, o Mercado Livre se destacou como a plataforma mais buscada no primeiro semestre de 2026. O crescimento de interesses relacionados a produtos específicos, como “camisa do Brasil”, coincide com eventos de grande apelo, como a Copa do Mundo, refletindo a forte conexão entre o e-commerce e as tendências de consumo.
No primeiro trimestre de 2026, a empresa reportou uma receita líquida de US$ 8,8 bilhões, um aumento significativo de 49%, embora tenha registrado uma queda de 15,6% no lucro líquido, resultado dos intensos investimentos em frete grátis e expansão logística. Esses dados ilustram a dinâmica acelerada do setor e a ambição do Mercado Livre em liderar o mercado latino-americano de e-commerce.
