“Preços altos não são sensação, são uma realidade cruel”, afirma Marx Beltrão em crítica à declaração da jornalista Miriam Leitão

Da redação – O deputado federal e secretário de Comunicação da Câmara dos Deputados, Marx Beltrão, criticou duramente, nesta sexta-feira (14), a declaração feita pela jornalista Miriam Leitão no último dia 11, de que os números da inflação nem sempre coincidem com a “sensação de preço alto” e de carestia percebida pela população. Para o parlamentar, a análise ignora a realidade enfrentada diariamente por milhões de brasileiros nos supermercados, postos de combustíveis e no pagamento das despesas domésticas.

“Às vezes, eu me pergunto onde essa gente vive. Que Brasil é esse? O brasileiro vai ao supermercado e sente, abastece o carro e sente, paga as contas e sente. O dinheiro acaba mais rápido e o poder de compra já não é o mesmo. Mas, para Miriam Leitão, parece existir outro Brasil, onde a carestia enfrentada pela população seria apenas uma sensação”, afirmou Marx Beltrão.

Durante comentário sobre a inflação, Miriam Leitão declarou que as pessoas podem ter uma “sensação de preço alto” e de carestia mesmo quando os índices mostram queda. Ela também reconheceu que, apesar da redução verificada em alguns produtos, continua difícil para as famílias realizarem todas as compras.

Marx destacou que a desaceleração da inflação ou a redução pontual no preço de determinados produtos não significa que o custo de vida tenha voltado aos patamares anteriores. Segundo ele, os preços permanecem elevados, enquanto a renda das famílias continua pressionada pelas despesas com alimentação, energia, combustível, moradia e outros compromissos essenciais.

“O bolso do brasileiro não trabalha com sensação. Trabalha com contas para pagar. Uma redução pontual em alguns produtos não apaga tudo o que já aumentou nem faz os preços voltarem ao patamar anterior. Quando a realidade contraria determinada narrativa, tentam desacreditar aquilo que o cidadão vê e enfrenta todos os dias”, declarou.

Para o deputado, classificar como “sensação” a percepção de carestia de quem sobrevive com um salário mínimo demonstra distanciamento da realidade. “É cruel e desumano tratar dessa maneira o sofrimento de milhões de famílias que precisam fazer contas para conseguir chegar ao fim do mês. O Brasil em que Miriam Leitão vive certamente não é o mesmo Brasil de quem precisa escolher o que poderá ou não colocar dentro do carrinho do supermercado”, concluiu Marx Beltrão.

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