Pórticos de Segurança em Falha Durante Show de Shakira em Copacabana
O aguardado show da cantora colombiana Shakira na praia de Copacabana, um evento de grande proporção, teve sua segurança comprometida por falhas nos pórticos de segurança inteligentes. Esses dispositivos, que deveriam monitorar em tempo real com captura biométrica e cruzamento de dados, não funcionaram adequadamente nos pontos de revista. A insatisfação gerada levou a Casa Civil a iniciar uma investigação sobre o ocorrido.
Em ruas estratégicas como Hilário Gouveia e Duvivier, agentes da segurança pública foram vistos utilizando apenas detectores de metais manuais. A situação revela uma fragilidade significativa na segurança do evento, o que gerou um alerta imediato nos órgãos competentes. O equipamento que falhou pertence à empresa XPTO, que conta com um contrato de R$ 79,89 milhões. Contudo, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro suspendeu esse contrato, uma decisão tomada na véspera do evento, que alegou falta de tempo hábil para substituir a prestadora de serviço.
Embora os aparatos inteligentes não tenham cumprido sua função, a ação da Polícia Militar foi assertiva. Durante a operação, 185 objetos cortantes, como facas e tesouras, foram apreendidos, e seis pessoas foram detidas, junto com dois adolescentes. As ocorrências, que abrangiam roubo e porte de drogas, foram detectadas através de sistemas de monitoramento ativos. Uma mulher, por sua vez, foi flagrada com 28 celulares sem a devida autorização, o que reforça a importância de medidas de segurança mais eficazes nos eventos.
A fiscalização não se limitou apenas aos profissionais de segurança, mas também se estendeu à atuação da Secretaria de Ordem Pública. Agentes da Seop autuaram vendedores ambulantes por delimitar áreas na areia da praia com estruturas improvisadas. Durante a manhã, a Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) retirou ilegalmente 300 caçambas usadas como depósitos.
Em resposta às críticas, a XPTO comentou que a operação contava com mais de 380 profissionais e uma infraestrutura composta por 290 dispositivos de captura de imagem e 500 detectores de metal, além de 110 portais. A empresa justificou que a instalação parcial dos portais sofreu um pequeno atraso, mas alegou que a segurança não foi comprometida, já que os bastões manuais estavam operacionais.
A movimentação de limpeza da Comlurb envolveu cerca de 2 mil garis, que recolheram 362 toneladas de resíduos, um número ligeiramente inferior às 392 toneladas registradas durante o show de Lady Gaga em 2025. A operação se estendeu até o dia seguinte ao evento e foi acompanhada por monitoramento feito por drones para identificar ações ilícitas.
A situação acende um alerta sobre a eficiência dos dispositivos de segurança e a necessidade de um planejamento mais rigoroso para eventos de grande porte na cidade.
