A punição a Maffeis foi resultado de um relatório elaborado por uma comissão parlamentar que apontou irregularidades no programa Link Card, que tinha como objetivo a compra de óleo lubrificante para a frota de veículos do município. Com 15 votos a favor, a escolha de Fermino para assumir a prefeitura foi unânime.
A situação política em Birigui também envolve a renúncia do vereador José Luis Buchalla (DC) à presidência da Câmara Municipal, alegando que a cidade enfrenta desafios decorrentes de “ingerências e egos” e que seria injusto responsabilizá-lo por atos com os quais não tem ligação. Com isso, o vereador Wesley Ricardo Coalhato, conhecido como Cabo Wesley (União Brasil), assumiu a presidência da Casa, enquanto Buchalla foi eleito vice-presidente.
Além das mudanças no Legislativo municipal, a cidade também enfrenta a vacância no cargo de vice-prefeito devido ao falecimento de Carlão Gallindo (PSD) em decorrência da Covid-19. As transformações políticas em Birigui refletem um cenário de intensas investigações e julgamentos, como no caso da cassação de Leandro Maffeis, que teve apoio de moradores locais que denunciaram má gestão de recursos públicos.
O desfecho do caso Maffeis estava previsto para 2023, porém foi interrompido por uma liminar e retomado após decisão da Justiça de São Paulo. O ex-prefeito cassado é filiado ao Republicanos, mesmo partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e compartilha ideais como “Deus, Pátria e Família”, segundo informações de seu perfil no Facebook.
A reportagem da cidade tentou contato com Leandro Maffeis, mas até o momento não obteve resposta. Os desdobramentos políticos em Birigui prometem continuar atraindo atenção nos próximos dias, à medida que a nova gestão liderada por André Fermino busca estabelecer estabilidade e transparência na administração municipal.





