Durante sua fala, Marcos do Val defendeu veementemente a democracia e criticou as medidas que, segundo ele, ferem os direitos parlamentares garantidos pela Constituição. O senador fez referência ao bloqueio de suas redes sociais, o embargo de seus salários, a suspensão de seu passaporte diplomático e a imposição de multas.
“Prefiro ser um lutador solitário do que um covarde no meio da multidão”, declarou o senador, ao anunciar a retirada de sua candidatura. Ele enfatizou que a democracia foi desrespeitada e que sua participação na eleição foi inviabilizada devido às questões de censura.
Logo em seguida, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), única mulher na disputa, também retirou sua candidatura. Em seu discurso, ela ressaltou a importância de um Senado que considere a realidade feminina, abordando temas como emprego, renda, empreendedorismo e proteção.
Soraya também destacou a necessidade de uma relação independente e harmônica entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, conforme estabelecido pela Constituição. Para a senadora, a atual conjuntura ameaça o Estado como um todo, tornando crucial a busca pela independência dos poderes.
Por fim, Soraya afirmou que sua renúncia à candidatura não se tratava de desistência, mas de uma estratégia para unir forças com outros líderes que compartilham de suas ideias, visando construir um Senado mais forte, respeitável e representativo. A parlamentar reconheceu a importância de estar acima de interesses individuais em prol da instituição Senado.
