Durante a sessão, presidida pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), houve informação de um possível pedido para a retirada da urgência do PLP, porém até o momento isso não se concretizou. A pressão dos líderes partidários, juntamente com o relator Eduardo Braga (MDB-AM), tem sido constante para que o texto tenha mais tempo para discussões. Braga pretende organizar um calendário de audiências públicas para ouvir governadores, prefeitos e representantes do setor produtivo antes da votação.
Segundo a assessoria da liderança do governo, a retirada da urgência está prevista para amanhã (25), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornar de Nova York, onde participa da Assembleia Geral da ONU. Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, e o líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA), estão acompanhando o presidente Lula nessa missão internacional.
O projeto já recebeu mais de 1,2 mil emendas dos senadores e está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Além disso, nesta terça-feira o Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional 134, que estabelece regras para a eleição dos órgãos diretivos dos tribunais de Justiça dos estados, impactando os tribunais de São Paulo e Rio de Janeiro.
Com a proximidade das decisões sobre a regulamentação da reforma tributária e a nova emenda constitucional, o Senado Federal se encontra em um momento crucial de debates e definições que afetarão diretamente a economia e a administração pública do país. A expectativa é que os próximos dias sejam intensos e decisivos para o cenário político brasileiro.
