Segundo análises do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o fenômeno poderá gerar uma diminuição significativa na produção de energia na Região Norte do Brasil, ao mesmo tempo em que eleva o consumo devido ao aumento das temperaturas. O Ministério de Minas e Energia enfatiza que garantir a antecipação dessa geração é crucial para a segurança do sistema elétrico do país nos primeiros meses de 2027, especialmente considerando os efeitos que o El Niño pode causar.
Além das questões climáticas, a antecipação da geração também leva em conta as incertezas geopolíticas atuais, que podem elevar os preços dos combustíveis. Estudos da pasta apontam que a utilização de usinas em regime de contrato livre, ou “merchant”, para suprir a demanda custa, em média, 25% mais do que as usinas contratadas em leilões regulares.
Os leilões que resultaram na contratação de 2,2 GW de energia ocorreram em março deste ano, refletindo um esforço governamental para assegurar um abastecimento confiável e minimizar riscos à infraestrutura elétrica.
O El Niño, fenômeno conhecido por causar oscilações no clima global, apresenta atualmente uma probabilidade de 81% de atingir a categoria “muito forte” entre os meses de outubro e dezembro, conforme indicações de agências de previsão climática de renome internacional. A possibilidade de um El Niño intenso pode resultar em padrões climáticos adversos, como tempestades e ondas de calor, aumentando a vulnerabilidade de diversas regiões.
Experiências anteriores mostram que os efeitos do El Niño vão além da simples previsão climática; eventos como ondas de calor extremas afetaram severamente a Europa recentemente, levando a interrupções na geração de energia e danificando infraestruturas. A combinação de fenômenos climáticos extremos e o aquecimento global evidenciam a importância de monitoramento contínuo e ações proativas para estabilizar os sistemas energéticos. A expectativa é que o impacto do El Niño perdure até 2027, exigindo uma atenção redobrada das autoridades e da população em geral.
