Em uma ação conjunta, nesta sexta-feira (3), representantes do corpo docente, além de membros do comando de greve dos técnicos administrativos e de estudantes, organizarão uma vigília em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, despacha nesse local, e a intenção do grupo é buscar um entendimento com o governo estadual para encerrar a paralisação dos técnicos, que permanecem em greve pelos mesmos motivos.
Durante o período de greve, os professores conseguiram conquistar algumas de suas principais reivindicações. Entre as vitórias estão o pagamento das duas parcelas restantes da Lei estadual 9.436/2021, um aumento significativo no auxílio-alimentação, que agora será de R$ 1,5 mil, e a garantia de investimentos na infraestrutura da universidade por meio do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Além disso, foram asseguradas melhorias na Dedicação Exclusiva, que inclui a incidência do triênio, além de um pagamento adicional voltado ao desenvolvimento funcional, considerado crucial para o retorno às atividades.
Gregory Magalhães, presidente da Associação dos Docentes da UERJ, ressaltou que, apesar da decisão de encerramento da greve, isso não significa o fim de sua luta por melhores condições. Segundo ele, ainda existem diversas outras conquistas a serem almejadas. A tensão, portanto, ainda permanece entre as categorias, com a expectativa de que as negociações com o governo sejam frutíferas e que os direitos dos servidores sejam plenamente respeitados. A luta pela valorização da educação pública continua, e os professores da UERJ demonstram que estão dispostos a persistir em sua busca por melhorias.





