POLÍTICA – Presidentes do Parlamento do G20 propõem reforma da ONU e erradicação da pobreza em declaração conjunta em Brasília.

A 10ª Cúpula dos Presidentes de Parlamentos do G20 (P20) chegou ao fim nesta sexta-feira (8) com a aprovação de uma declaração conjunta que visa promover a inclusão de países em desenvolvimento nos órgãos da Organização das Nações Unidas (ONU) e destaca a erradicação da pobreza como um elemento crucial para o desenvolvimento sustentável. O documento também ressalta a importância da padronização internacional no uso da inteligência artificial.

Com 41 resoluções, a declaração foi dividida em três eixos principais: combate à fome, à pobreza e à desigualdade a nível global; transições justas e inclusivas em direção ao desenvolvimento sustentável; e a busca por uma governança global equitativa e representativa. O P20 reúne representantes de parlamentos das 19 maiores economias do mundo, juntamente com a União Europeia e a União Africana.

No documento, a desigualdade socioeconômica é reconhecida como uma das principais fontes dos desafios enfrentados em escala global. Os presidentes dos parlamentos manifestaram apoio à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, uma iniciativa da presidência brasileira do G20 deste ano que busca direcionar recursos para projetos de combate a esses problemas.

Além disso, os parlamentares assumiram o compromisso de apoiar o desenvolvimento de condições dignas de trabalho e o acesso equitativo a recursos como água, educação, saúde e saneamento básico. Em relação à sustentabilidade, eles recomendam que os países desenvolvidos cumpram seus compromissos estabelecidos no Acordo de Paris, incluindo o financiamento climático para auxiliar os países em desenvolvimento e a implementação do fundo de perdas e danos.

A declaração conjunta será entregue durante a Cúpula de Líderes do G20, agendada para os dias 18 e 19 de novembro, no Rio de Janeiro, e contará com a presença das lideranças dos países membros, da União Africana e da União Europeia. Com exceção da Argentina, que não assinou o documento do P20, todos os outros participantes se comprometeram com as resoluções ali estabelecidas.

No que diz respeito à inteligência artificial, a declaração reconhece sua importância como uma ferramenta para enfrentar a desigualdade e promover o desenvolvimento sustentável, incentivando o estabelecimento de padrões internacionais para seu uso, sempre respeitando os direitos humanos.

Por fim, os parlamentares comprometeram-se a garantir a participação plena e significativa das mulheres na vida política e econômica, como evidenciado na Carta de Alagoas anexada ao texto da declaração, originada da 1ª Reunião de Mulheres Parlamentares do P20, realizada em julho em Maceió.

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