Em seu discurso, o presidente destacou a importância de lutar contra a desigualdade no mundo do trabalho, incluindo questões de raça, gênero e educação. Ele abordou a resistência de alguns empresários brasileiros em relação à igualdade salarial entre homens e mulheres, lei que entrou em vigor no final do ano passado após a aprovação no Congresso.
O evento teve início no dia 3 de junho e reúne representantes de 187 Estados-membros da OIT. A delegação brasileira, composta por membros do Executivo, Legislativo, Judiciário e sociedade civil, incluindo sindicatos de trabalhadores e empresas, teve a presença do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, desde o dia 10.
Além disso, Lula anunciou que o governo brasileiro vai apresentar na conferência a parceria estabelecida com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em defesa do trabalho decente. A iniciativa, lançada em setembro do ano passado, visa combater a precarização do trabalho, tendo como base o apoio dos sindicatos.
Após a participação na conferência em Genebra, Lula seguirá para a Itália para a Cúpula do G7, encontro entre líderes das sete maiores economias do mundo. A expectativa é que o presidente brasileiro aborde temas como trabalho decente, combate à fome e taxação dos super-ricos durante a reunião. Esta será a oitava vez que Lula participa da Cúpula do G7, sua última presença foi no ano passado, no Japão.





