POLÍTICA – “Plena sintonia entre Lula e Haddad: ministro Padilha afirma que presidente apoia política econômica conduzida por ministro da Fazenda”

O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, fez declarações nesta segunda-feira (30) reafirmando a sintonia entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a política econômica conduzida pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. De acordo com Padilha, aqueles que continuarem especulando sobre a falta de sintonia entre Lula e Haddad acabarão perdendo dinheiro. Ele ressaltou que a política econômica atual é uma continuação da política de Lula.

Padilha fez essas afirmações durante uma conversa com jornalistas no Palácio do Planalto, após participar de uma reunião com Lula, Haddad, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e a secretária executiva da Casa Civil, Miriam Belchior. Ele enfatizou que o presidente e o ministro estão alinhados e que a política econômica é uma diretriz de Lula.

Na semana passada, Lula declarou que será difícil o governo cumprir a meta de zerar o déficit primário até 2024. No entanto, o novo arcabouço fiscal aprovado pelo Congresso estabelece uma meta de resultado primário zero para o próximo ano, com uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual, podendo chegar a um superávit de 0,25% do PIB ou um déficit na mesma magnitude.

Fernando Haddad já admitiu que zerar o déficit será um desafio e que o governo precisa aprovar projetos que aumentem a arrecadação, em parceria com o Congresso Nacional. Diante disso, o ministro Padilha revelou que o presidente Lula conduzirá uma reunião com parlamentares para tratar da agenda prioritária do governo. A reunião contará com líderes e vice-líderes de bancadas da Câmara que têm apoiado o Executivo na aprovação de medidas, além de líderes do governo, presidentes de partidos e ministros da área econômica e de articulação política.

Padilha destacou a importância de votar e aprovar as medidas que consolidam o esforço de reequilíbrio macroeconômico do Orçamento público do país, buscando combinar responsabilidade socioambiental e fiscal. A Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2023 estabelece uma meta de déficit primário de R$ 231,5 bilhões para o Governo Central. Padilha ressaltou que o ambiente econômico atual e a redução da taxa básica de juros mostram que o déficit não afeta o equilíbrio macroeconômico do país.

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