O programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, traz uma análise profunda da tentativa de golpe, contando com a participação de jornalistas, escritores, senadores, psicólogos, um ministro do STF e o Diretor Geral da Polícia Federal. Todos concordam que o golpe já vinha sendo planejado muito antes do final do governo Bolsonaro.
Um relatório da Polícia Federal revelou o plano intitulado Punhal Verde Amarelo, que incluía o assassinato do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes. O Diretor Geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ressalta a gravidade da situação, afirmando que a investigação mostrou o quão próximo o país estava de um golpe de Estado.
O jornalista Leandro Demori destaca que o movimento golpista não teve início com Bolsonaro, mas sim em um contexto mais amplo, que se intensificou após eventos como a Lava Jato, o impeachment de Dilma e a prisão de Lula. Juliana Dal Piva reforça a ideia de que o radicalismo foi crescendo ao longo do tempo, culminando na tentativa de golpe durante o governo de Bolsonaro.
A operação da PF, denominada Contragolpe, revelou a participação de militares no plano, que incluía monitoramento do presidente e do ministro do STF. A politização das Forças Armadas e da Polícia é apontada como um dos fatores que contribuíram para esse fenômeno.
Apesar do envolvimento de alguns militares, os entrevistados concordam que as Forças Armadas foram essenciais para a manutenção da democracia, impedindo uma virada de mesa ou um golpe de Estado. O programa traz à tona a importância de reconhecer os perigos da radicalização e da politização das instituições para garantir a estabilidade democrática do país.





