Segundo informações da Secretaria de Imprensa da Presidência da República, o presidente Lula fez uma ligação para o ministro pedindo sua exoneração, a fim de que ele pudesse se concentrar em sua defesa fora do governo. Em uma carta aberta divulgada após sua saída, Juscelino Filho afirmou que decidiu se afastar do cargo para preservar o projeto do governo federal e focar em sua própria defesa.
O ex-ministro declarou que as acusações feitas contra ele são infundadas e que confia plenamente na Justiça brasileira, especialmente no Supremo Tribunal Federal, para que a verdade prevaleça. O processo de acusação corre sob sigilo e deve seguir para análise da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, onde será decidido se Juscelino Filho se tornará réu na ação penal.
Caso a ação penal seja aberta, uma nova fase de instrução processual terá início, com oitivas de testemunhas e produção de novas provas. Não há um prazo estabelecido para o julgamento final do caso. Juscelino Filho, filiado ao União Brasil e com mandato de deputado federal pelo Maranhão, afirmou que retornará à Câmara dos Deputados e fez um balanço positivo de sua gestão no Ministério das Comunicações.
Até o momento, o Palácio do Planalto não informou quem será o substituto de Juscelino Filho no Ministério das Comunicações. O presidente Lula encontra-se em viagem oficial a Honduras, onde participará da Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos, em busca da integração regional. A saída de Juscelino Filho do governo representa mais um capítulo político turbulento no cenário nacional.