POLÍTICA – Ministro da Fazenda defende redução de impostos para trabalhadores, em meio a críticas sobre aumento da carga tributária e preocupações com dívida do agronegócio.

Em um intenso debate na Câmara dos Deputados, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu as políticas tributárias do governo, desafiando as críticas da oposição referentes ao suposto aumento da carga tributária. Durante a sessão, Durigan insinuou que os trabalhadores brasileiros, especialmente os que recebem até R$ 7.350 mensais, estão pagam menos impostos do que antes. Ele destacou que mais de 90% da população nessa faixa salarial teria se beneficiado de uma diminuição na carga tributária, citando especificamente a proposta de isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil e a redução para aqueles até R$ 7.350.

O ministro ressaltou que o objetivo da sua gestão é promover uma justiça tributária, implementando ajustes que visam a igualdade no pagamento de impostos. Em resposta a acusações da oposição, representadas pelo vice-líder Evair Vieira de Melo, que afirmou que o governo aumentou a carga tributária com novas taxas, Durigan argumentou que os aumentos são direcionados a setores específicos, como o de apostas online e fundos exclusivos para grandes investidores, que eram isentos em administrações passadas.

Durigan, que está à frente da Fazenda há três meses, reforçou a ideia de que as iniciativas recentes buscam tanto a justiça fiscal quanto a realocação de recursos, ao mesmo tempo em que minimizam a oneração sobre os consumidores de baixa renda. Ele defendeu que a sustentabilidade fiscal exige uma abordagem equilibrada, que evite aumentar a carga sobre os menos favorecidos enquanto busca uma contribuição justa de quem pode pagar mais.

Na sequência, o ministro ainda abordou a situação econômica do Brasil, enfatizando avanços considerados significativos no Produto Interno Bruto (PIB) e na redução da inflação, que está em níveis historicamente baixos durante este mandato. Ele destacou um crescimento surpreendente de 1,1% no PIB no primeiro trimestre, refletindo um aumento na formação de capital fixo e promovendo um otimismo cauteloso sobre o futuro econômico do país, mesmo com desafios como as altas taxas de juros.

Por fim, abordando a recente aprovação do projeto de refinanciamento de dívidas do agronegócio, Durigan expressou preocupação com o impacto orçamentário que a proposta pode causar, estimado em R$ 140 bilhões ao longo de 13 anos. Ele pediu cautela na implementação do projeto, mencionando que apenas 5% dos produtores rurais estão inadimplentes com o Banco do Brasil e que a maioria do setor está em boas condições financeiras. O ministro esclareceu que o governo está disposto a dialogar e encontrar soluções conjuntas com o Congresso, evitando que o projeto seja concebido como uma “pauta-bomba” que possa gerar novos desequilíbrios fiscais.

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